Segunda-feira

Generosidade e felicidade conjugal ou.... .....para ser feliz no amor, não apenas sentir, agir !








De acordo com uma pesquisa recente* , a generosidade é um factor-chave da satisfação conjugal. Neste amplo estudo - que acompanhou cerca de 1400 casais, com idades compreendidas entre os 18 e os 46 anos - a generosidade, avaliada no interior do casal por comportamentos aparentemente tão simples como a preparação do pequeno almoço, uma massagem nas costas depois de um dia extenuante, oferecer flores, marcar um jantar romântico, preparar as refeições, ajudar nas lides domésticas, ou nas tarefas parentais correlacionou-se muito significativamente com a satisfação conjugal.

Na realidade, aqueles cujas relações foram descritas como generosas  têm cinco vezes mais probabilidades de se sentirem felizes na (e com a ) relação, quando comparados com os casais em que este tipo de comportamentos não são prática quotidiana. Por outro lado, de acordo com esta investigação, a generosidade , aliada a factores como o grau de compromisso e o tempo de qualidade dedicado à relação, melhoram, igualmente, a satisfação sexual dos casais – factor preponderante na avaliação da satisfação conjugal.
 

Contudo, atenção....o segredo deste bem-estar relacional não passa, obviamente, pela dádiva indiscriminada . Aqueles que preparam chá preto ao seu companheiro(a) quando este sempre preferiu café, ou que, ignorando os seus ideais vegans, lhe oferecem uma mala de pele, entre outros descuidos e desatenções, não contribuem para maiores índices de satisfação, pois a mensagem subjacente a tais accções deixa de ser “ tu és importante, valioso (a), eu conheço-te ,e quero que te sintas bem “




co- publicada pela Universidade de Virginia e O Centro para o Casamento e Familias, na última compilação de “ The State of our Unions”

Diz-me o que calças, dir-te-ei quem és ...









Foi o que fizeram, com enorme exactidão (90 % de acertos em algumas características!), os participantes na pesquisa * realizada, recentemente , na Universidade do Kansas. Com efeito, conseguiram - e  unicamente a partir de fotografias de sapatos disponibilizadas por outros voluntários  que paralelamente completaram vários instrumentos multi-dimensionais de auto-avaliação - caracterizar os proprietários dos sapatos em dimensões como  estilo de vinculação, estabilidade emocional, introversão-extroversão, agressividade, e até mesmo as suas inclinações políticas :)



* Bahns, A.J ; Crandall, C.; Ge, F. ; Gillath, O (2012) Shoes as source of first impressions. Journal of Research in Personality. Vol.46, Issue 4, 423-430.

Quarta-feira

Ansiedade funcional e disfuncional Relaxamento I - Respiração Diafragmática


Ansiedade : Sintomatologia física 

Ansiedade funcional e disfuncional

Todos nós experienciamos, pelo menos ocasionalmente, um determinado grau de ansiedade, o que  não é necessariamente negativo.
Na verdade, a ansiedade desempenha a importante função de proteger o organismo contra o perigo. Quando é percepcionada uma ameaça, são os diferentes componentes da resposta de ansiedade (aumento do ritmo cardíaco, aumento do ritmo respiratório,aumento da tensão muscular, criação de um estado de alerta) que permitem que o indivíduo esteja preparado para a acção (seja esta o ataque ou fuga). Assim, se, por exemplo, quando ao atravessarmos uma rua percepcionamos um carro a dirigir-se para nós, é a resposta de ansiedade que nos permite fugir para o passeio, e evitarmos ser atropelados.

Contudo, pode, igualmente, acontecer , experienciarmos níveis de ansiedade desproporcionais às ameaças reais que enfrentamos quotidianamente, isto é, que nos sintamos demasiadamente ansiosos ou ansiosos demasiado tempo. Neste caso, a ansiedade torna-se disfuncional e importa reduzi-la. Por outro lado, pode também acontecer que não cheguemos a percepcionar ansiedade emocionalmente, mas que experimentemos apenas fisicamente um estado de tensão muscular excessiva continuado, o que também poderá conduzir a um desequilíbrio neurovegetativo que importa combater.

Como? Antes do mais, é relevante salientar que a capacidade de relaxar é uma capacidade como qualquer outra (conduzir um carro, praticar um desporto, etc), pelo que qualquer pessoa pode adquiri-la de forma mais ou menos autónoma, bastando para tal aprender um conjunto de procedimentos, e praticá-los com alguma paciência e persistência. Os - os resultados surgirão de forma gradual !

Dos vários procedimentos possíveis, há dois que  se destacam pela sua simplicidade e eficácia: a respiração
diafragmática e o relaxamento muscular progressivo. Estes procedimentos não são mutuamente
exclusivos; pelo contrário, a sua combinação potencia a obtenção do estado de relaxamento
pretendido.

Hoje, começaremos pelo treino da respiração diafragmática :


I - RESPIRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA /ABDOMINAL


A respiração abdominal, ao permitir a participação do diafragma na expansão dos pulmões, possibilita uma melhor oxigenação e um melhor controle do ritmo respiratório. O envolvimento dos músculos abdominais favorece também a descontracção de uma zona que contém orgãos muito sensíveis aos mais diferentes estados emocionais negativos.


Deite-se de costas numa posição confortável , ou sente-se com os pés bem afastados. Coloque uma mão no seu peito e a outra no abdómen. As suas mãos vão permitir -lhe observar como está a respirar.

Sem tentar modificar a respiração, observe qual das sua mãos está a levantar e baixar a cada respiração. Se a mão sobre a barriga se ergue quando inspira, então está a respirar com a participação do diafragma - que adequadamente se desloca para baixo permitindo uma maior amplitude respiratória aos pulmões; se não, está a respirar com o peito.

Mude a sua respiração do peito para o abdómen. Inspire lenta e profundamente através das vias nasais e para o abdómen de forma a levantar a sua mão tanto quanto lhe for confortável. Sorria ligeiramente. Inspire através do nariz, e expire pela boca. Permita-se emitir um som suave, semelhante a um sopro, enquanto exala. Sinta e pense cada som expelido através da sua boca como um sinal de alívio.

Espere alguns segundos antes de iniciar um novo ciclo respiratório.

Continue a praticar inspirações lentas e profundas, seguidas, após ligeira pausa ou suspensão, de exalações igualmente lentas e profundas. Quando expira, sinta a sua barriga a descer, bem como os seus ombros, peito, abdómen a descontrair e relaxar.

Pratique entre cinco a dez minutos todos os dias. Pode fazê-lo mesmo na cama ao deitar, para facilitar a entrada no sono.

Como forma de combater a distracção, foque a sua atenção nas mãos.

Quinta-feira

Segredos da Linguagem Corporal




Neste documentário defende-se que a comunicação humana depende maioritariamente da comunicação não verbal, sendo que alguns estudiosos, assumem mesmo que a compreensão do significado da comunicação humana depende apenas em cerca de 7% das palavras proferidas.

Através da análise dos gestos , posturas, expressões faciais, movimentos oculares de políticos como Roosevelt, Churchill, Putin, McCain ,Arafat, Obama, e tantos outros, o filme intenta demonstrar como as figuras públicas podem utilizar a linguagem corporal para persuadir as massas, estabelecer poder, e alcançar o sucesso.


Terça-feira

Perturbação Obsessivo-Compulsiva (auto-rastreio)*


Perturbação Obsessivo-Compulsiva

(formulário auto-rastreio)*

Assinale para cada uma das seguintes 27 afirmações, se, no seu caso, são verdadeiras (V) ou falsas (F)

  1. Lava as mãos sempre que sente ter-se aproximado demasiado de um animal ou objecto sujo?
  2. Costuma reposicionar tapetes, toalhas, etc por pensar que não estão 100 % alinhados?
  3. Sente que há dias em que pensa tanto em algumas palavras ou imagens que se torna difícil dedicar-se a qualquer outra tarefa?
  4. Costuma acontecer-lhe não conseguir deixar de repetir (ainda que para si mesmo) determinada frase?
  5. Ao longo do dia pensa algumas vezes sobre trabalho ou tarefas já concluídas?
  6. Apercebe-se que durante determinadas actividades não consegue deixar de contar?
  7. Acontece-lhe por vezes ter que tentar abstrair-se de um pensamento acerca do seu companheiro a fazer qualquer coisa de que ele/ela não gostaria que soubesse?
  8. Existem algumas actividades que não consegue completar sem ter contado até um certo número?
  9. Acontece-lhe ter que se abstrair de pensamentos sobre magoar-se a si mesmo, ou suicidar-se?
  10. Ao longo do dia costuma lembrar-se de determinada palavra, imagem, ou frase?
  11. Costuma confirmar a higiene de assentos públicos (como os dos taxis, autocarros) antes de neles se sentar?
  12. Acontece-lhe dar por si a repetir em voz alta o que já foi falado, ainda que o tente evitar?
  13. Após sair de casa, costuma pensar de forma intensa sobre se lá estará tudo em ordem?
  14. Antes de começar a vestir-se, costuma pensar sobre a forma como exactamente o fará?
  15. Alguma vez deu por si a contar coisas, sem razão aparente'
  16. Recorda-se de ter existido algum dia em que não conseguia pensar em qualquer outra coisa que não fazer-se mal, magoar-se ,ou mesmo pôr termo à sua vida?
  17. Lava as mãos depois de ler o jornal?
  18. Alguma vez reparou que toca em determinados objectos várias vezes antes ou depois de os ter utilizado?
  19. Alguma vez tocou várias vezes em interruptores de aparelhos eléctricos , contando, mesmo que tenha tentado não o fazer'
  20. Costuma procurar cantos dobrados em livros ou revistas para os endireitar?
  21. Costuma dobrar cuidadosamente os jornais depois de os ler para que adquiram a forma original?
  22. Costuma pensar que pode adoecer, ficar cego, ou louco?
  23. Existem dias em que só consegue pensar em agredir, magoar ou matar alguém?
  24. Depois de se deitar levanta-se de novo para confirmar se os aparelhos eléctricos estão desligados?
  25. A contagem do número de vezes em que liga ou desliga os interruptores eléctricos interfere com as suas actividades quotidianas?
  26. Reorganiza objectos na sua secretária, banca de cozinha ou noutros sítios repetidamente, apesar de nada ter sido tocado desde a última vez que os organizou?
  27. Confirma o endereço do remetente imediatamente antes de pôr uma carta do correio?

Pontuação

a. Calcule o número de respostas “verdadeiras” para as questões 3,4,5,6,7,8,9,10, 13,14,15,16,22 e 23

Estas questões remetem para pensamentos obsessivos. Se o número total de respostas verdadeiras para estas questões se situar à volta de
1 ou de 2, provavelmente não terá pensamentos obsessivos clinicamente significativos.
3,4,5 ou 6 , provavelmente terá pensamentos obsessivos clinicamente significativos, deverá equacionar a possibilidade de consultar um psicólogo clínico/psicoterapeuta/psiquiatra
7-14- definitivamente tem pensamentos obsessivos clinicamente significativos que requerem atenção e cuidados especializados. Procure ajuda.


b. Calcule o número de respostas “verdadeiras” para as questões 1,2,11,12,17,18,19,20,21,24,25,26 e 27.

Estas questões remetem para pensamentos /comportamentos compulsivos. Se o total de respostas verdadeiras a estas questões se situar à volta de
1, 2 ou 3 , provavelmente não tem comportamentos compulsivos clinicamente significativoss.
4,5,6, ou 7: provavelmente tem comportamentos compulsivos clinicamente significativos, e deverá equacionar a possibilidade de consultar um psicólogo clínico/psicoterapeuta/psiquiatra
8-13: definitivamente apresenta comportamentos compulsivos que requerem atenção e cuidados especializados. Procure ajuda.



Hand, Iver e Plepsch Rudiger, University of Hamburg, Germany.



 
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